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O desafio: predefinições em falta para bastidores aftermarket
Se tem uma Ricoma EM-1010 e passou a usar um bastidor magnético aftermarket, é provável que já tenha batido na “parede” digital demonstrada neste tutorial: o bastidor físico está na sua mão, mas não existe “na cabeça” da máquina.
Tem o hardware — um bastidor magnético 7,5×12,5" (marcado como 195×315 mm) — mas o firmware da Ricoma pode apresentar erros do tipo “frame limit”/limite de bastidor ou comportar-se de forma estranha ao centrar, porque não reconhece essa geometria específica.
Neste guia, seguimos o mesmo contorno do vídeo e transformamos o procedimento numa rotina segura e repetível. A solução é simples, mas retira parte da “rede de segurança” digital. Por isso, é essencial substituir essa proteção por disciplina operacional (alinhamento manual + Trace sempre).
A solução tem três fases inegociáveis:
- Substituição digital: selecionar um bastidor virtual maior para o software permitir trabalhar.
- Alinhamento físico: ignorar o “auto-center” e alinhar a agulha com a peça manualmente.
- Protocolo de segurança: fazer Trace para evitar colisões da agulha com a armação.
Um termo que aparece frequentemente quando se procura resolver isto é bastidores de bordado ricoma. Aqui fica a versão “calibrada para segurança” dessa pesquisa — com passos claros, pontos de verificação e mitigação de risco para proteger a máquina e o bastidor.

Porque é que as máquinas standard não trazem tamanhos de bastidores magnéticos
A maioria das máquinas comerciais, incluindo a Ricoma de 10 agulhas, vem com uma biblioteca fixa de predefinições pensada para bastidores do fabricante. Bastidores magnéticos aftermarket conseguem encaixar mecanicamente na máquina, mas não carregam automaticamente as dimensões para o sistema.
Não está a fazer nada “errado”. A máquina simplesmente não tem esse perfil. Para usar estas ferramentas, é necessário trabalhar de forma mais manual e validar o percurso antes de bordar.
O risco dos erros de “Hoop Limit” (e o perigo escondido)
A frustração imediata é o bloqueio do software — a máquina recusa bordar. Mas o risco maior é a colisão física.
Ao “enganar” o software e dizer-lhe que está montado um bastidor muito maior, a máquina passa a acreditar que tem uma área segura enorme (por exemplo, 490 mm). Na realidade, a abertura útil do bastidor físico é 195×315 mm. Se centrar o desenho com base no bastidor virtual, o pantógrafo pode levar a barra da agulha diretamente contra a parede rígida do bastidor magnético.
Aviso: perigo mecânico
Nunca salte o passo de Trace quando estiver a usar uma substituição de bastidor. Uma única pancada na armação pode partir a agulha, desregular o sincronismo do gancho, marcar a caixa da bobina ou forçar os motores X/Y. Se ouvir ruído de esforço/raspagem durante o movimento, pare de imediato (paragem de emergência).

Passo 1: aceder às definições de bastidor na Ricoma
Este passo replica o vídeo: navegar no ecrã tátil da Ricoma para aceder ao registo de áreas de bordado permitidas.
Se está a transitar de uma máquina doméstica de uma agulha para uma plataforma multiagulhas, encare este menu não como “preferências”, mas como a definição do sistema de coordenadas seguro do trabalho.
Navegação no painel de controlo
- Abrir Settings (Definições): no ecrã principal, toque no ícone de engrenagem ou no separador Settings.
- Entrar no menu do bastidor: selecione Hoop Size (tamanho do bastidor).
Ponto de verificação (visual): deve ver uma lista por letras (A, B, C…) associadas a dimensões. O bastidor ativo costuma aparecer destacado (cor/contraste).


Compreender a lógica da máquina
Ao escolher um tamanho de bastidor, está a dizer ao computador: “não movas o pantógrafo para lá destas coordenadas X e Y.”
Se o bastidor físico for mais pequeno do que o bastidor virtual selecionado, essa proteção deixa de existir. Está a informar a máquina de que tem mais espaço do que realmente tem. Por isso, os passos seguintes (centragem manual e Trace) deixam de ser opcionais.

Passo 2: o truque do “bastidor maior”
O objetivo é trabalhar dentro da área útil 195×315 mm (7,5×12,5"). Como essa predefinição não existe, é necessário selecionar um “contentor” virtual que englobe essas dimensões.
Este é o núcleo do truque que muitos procuram quando pesquisam substituições para máquina de bordar ricoma em 1010.
Selecionar o Bastidor F virtual (490×345 mm)
No vídeo, o operador seleciona o Bastidor F.
- Tamanho virtual: 490×345 mm
- Tamanho físico (bastidor magnético): 195×315 mm
Passos de ação:
- Percorrer a lista até encontrar Hoop F.
- Confirmar as dimensões: verifique no ecrã 490×345 mm.
- Confirmar: toque em OK para fixar a seleção.
Ponto de verificação (operacional): após confirmar, a máquina pode reposicionar o bastidor/pantógrafo. No ecrã principal deverá surgir uma caixa/limite grande, maior do que a sua área física real.


Contornar vs. resolver
Selecionar o Bastidor F é um “contorno”: dá permissão para bordar, mas remove guardas.
- Faz: elimina o erro “Frame Limit”.
- Não faz: centrar o desenho na peça.
- Não faz: impedir a agulha de bater na parede do bastidor magnético.
Pense no Bastidor F como abrir a porta — ainda é preciso garantir que o percurso é seguro.
Caminho de melhoria: quando faz sentido passar para bastidores magnéticos?
Usar bastidores aftermarket implica este tempo extra de configuração.
- Cenário A: vai bordar 5 casacos personalizados. O tempo de configurar o Bastidor F é irrelevante face ao valor da peça.
- Cenário B: tem uma encomenda de 100 polos. “Ajustar” manualmente em cada peça pode pesar na margem.
Nota prática: é aqui que bastidores de bordado magnéticos se destacam no fluxo de trabalho — não por “milagre” no software, mas por acelerarem a montagem no bastidor e reduzirem esforço do operador.
bastidores de bordado magnéticos
Passo 3: centragem manual e segurança
Com o Bastidor F ativo, a máquina assume que o centro do mundo é o centro dessa área virtual de 490 mm. O seu bastidor físico é mais pequeno e pode estar deslocado.
Regra crítica: ignore o botão de “Center Hoop/centrar bastidor”. A partir daqui, o alinhamento tem de ser feito pela peça.
Alinhar a agulha com o mundo físico
Passos de ação:
- Selecionar a Agulha 1: no painel, escolha a Agulha 1 (como no vídeo).
- Porquê? Serve como referência consistente para centrar o ponto inicial.
- Ativar o movimento X/Y: confirme que as setas/controlo de deslocação estão disponíveis.
- Centragem visual: com as teclas de setas, mova o bastidor até a ponta da Agulha 1 ficar exatamente sobre a marca (giz/cruz) no tecido.
Ponto de verificação (visual): para reduzir erro de paralaxe, alinhe olhando o mais perpendicular possível ao tecido.



Insight técnico: porque é que o tecido “foge”
Falhas na montagem no bastidor acontecem muitas vezes porque o tecido escorrega depois do alinhamento.
- Verificação tátil: o tecido deve ficar firme, sem deformar a malha/trama.
- Em bastidores magnéticos, a pressão é vertical; ainda assim, em materiais mais “vivos”, pode ser necessário reforçar a fixação do estabilizador (entretela) para evitar deslocações.
Aviso: segurança com campo magnético
Bastidores magnéticos usam ímanes de neodímio.
1. Perigo de entalamento: mantenha os dedos afastados das superfícies de contacto — fecham com força.
2. Dispositivos médicos e objetos sensíveis: mantenha afastado de pacemakers, bombas de insulina e cartões magnéticos.
colocação de bastidor para máquina de bordar
Passo 4: o Trace crítico
Este é o “check” antes de arrancar. A função Trace percorre os extremos X/Y do desenho sem bordar, permitindo confirmar que a agulha não vai tocar na armação.
Executar o Trace
Passos de ação:
- Encontrar Trace: no ecrã, carregue no ícone Trace (ou dentro de Design Set, dependendo da versão do painel).
- Iniciar: o pantógrafo começa a mover-se.
- Observar: mantenha a mão perto da paragem de emergência e observe a distância entre a barra da Agulha 1 e a parede interior do bastidor magnético.
Métrica de sucesso: durante todo o percurso, a agulha deve manter uma folga segura em relação à armação.




Resolução de problemas durante o Trace
- Se a agulha passar demasiado perto: pare, ajuste a posição com as setas para afastar do lado crítico e volte a fazer Trace.
- Se o desenho for maior do que a área física: não há centragem que resolva. É necessário redimensionar/rodar o desenho no software, garantindo que cabe dentro de 195×315 mm.
Ferramentas utilizadas
- Máquina: Ricoma EM-1010 (comercial de 10 agulhas).
- Bastidor: bastidor magnético aftermarket 7,5×12,5" (195×315 mm).
- Controlador: interface tátil (TCP-10).
- Marcação: giz de alfaiate ou caneta de tinta que desaparece (para centrar manualmente).

A ferramenta “escondida”: melhoria de fluxo de trabalho
Numa produção pequena, chega-se rapidamente a um limite onde não se borda muito mais depressa — o ganho real vem de preparar mais depressa.
- Bastidores standard: montagem mais lenta, mais fadiga, maior risco de marcas do bastidor.
- Bastidores magnéticos: montagem mais rápida, menos fadiga, melhor consistência na pressão.
Introdução: a “ciência da experiência” no bordado à máquina
Este guia foi pensado para utilizadores intermédios que estão a passar de “bordar por botão” para “controlo manual” em produção. O ponto de fricção aqui é simples: os acessórios aftermarket (bastidores magnéticos) evoluem mais depressa do que as predefinições OEM.
Para quem é:
- Proprietários de Ricoma EM-1010 a usar bastidores de terceiros.
- Responsáveis de produção que veem erros de “Frame Limit”.
- Operadores que querem reduzir marcas do bastidor em peças exigentes.
Preparação
Antes de tocar no ecrã, é preciso estabilizar as variáveis físicas. Uma grande parte das falhas acontece antes de carregar em Start.
Consumíveis “escondidos” e verificações físicas
- Estado da agulha: se houver rebarba/ponta danificada, substitua. Agulha danificada + tensão/pressão do bastidor = problemas de linha.
- Consumíveis visuais:
- Adesivo temporário em spray (ex.: Spray 505): útil para fixar estabilizador quando necessário.
- Caneta/giz de marcação: precisa de um centro visível para alinhar a Agulha 1.
- Estratégia de estabilizador: bastidores magnéticos prendem de forma diferente; em alguns materiais, pode ser necessário reforçar a ligação tecido–estabilizador.
Árvore de decisão: tecido vs. estabilizador
Use esta lógica para decidir a preparação:
- Vai bordar em malha elástica (polo/t-shirt)?
- Sim: normalmente pede estabilizador cutaway. Pode ser necessário spray para evitar “arrasto”/deslocação.
- Não: avance para 2.
- Vai bordar em tecido estável (sarja/ganga/lona)?
- Sim: tearaway pode ser suficiente, conforme o desenho e densidade.
- O tecido tem pelo alto (polar/toalha)?
- Sim: adicionar topping solúvel em água por cima pode ajudar na definição do ponto.
bastidores de bordado magnéticos para máquinas de bordar
Checklist de preparação (inspeção “pré-voo”)
- [ ] Confirmar bastidor: o bastidor físico é 195×315 mm.
- [ ] Confirmar desenho: o desenho cabe fisicamente dentro de 195×315 mm (deixe margem de segurança).
- [ ] Bobina: limpar cotão e garantir bobina com linha suficiente.
- [ ] Agulha/linha: percurso de linha livre e agulha em bom estado.
- [ ] Marca de centro: centro do desenho marcado no tecido.
Configuração
A configuração é a parte digital: preparar a máquina para aceitar parâmetros maiores.
Recapitulação dos passos de configuração
- Entrar em Settings > Hoop Size.
- Selecionar Hoop F (490×345 mm) (ou outra opção estritamente maior do que o bastidor físico).
- Confirmar.
Checklist de configuração (verificação digital)
- [ ] Ecrã: aparece a caixa/limite grande do Bastidor F.
- [ ] Orientação do desenho: confirmar se a orientação faz sentido para o bastidor (paisagem/retrato).
- [ ] Velocidade: no primeiro teste com este método, pode ser prudente reduzir a velocidade até validar a folga no Trace.
Operação
Aqui é execução física: o alinhamento manual substitui a automatização.
Passos de operação (execução sensorial)
- Selecionar Agulha 1.
- Deslocação manual (jog): usar as setas para posicionar.
- Alinhamento visual: ponta da agulha sobre a marca do tecido.
- Trace: executar o Trace completo.
Checklist de operação (o portão final)
- [ ] Agulha 1 ativa: selecionada e visível.
- [ ] Posição: agulha alinhada com a marca no tecido.
- [ ] Folga no Trace: confirmado que não há risco de tocar na armação durante todo o percurso.
- [ ] Som: sem ruídos de esforço/raspagem durante o Trace.
Resolução de problemas
Quando algo falha, siga esta lógica (do mais simples para o mais caro).
| Sintoma | Causa provável | Investigação e correção |
|---|---|---|
| Agulha parte/dobra | 1. Colisão com a armação <br> 2. Material espesso/desvio | Correção: confirmar se o Trace foi feito e se a folga era suficiente. Se o Trace estava ok, avaliar agulha adequada ao material. |
| Erro “Frame Limit” | Bastidor virtual demasiado pequeno | Correção: voltar ao Passo 2 e escolher um bastidor virtual claramente maior (no vídeo: Bastidor F). |
| Desenho fora do centro | Uso de “auto-center” | Correção: não usar auto-center com substituição; alinhar manualmente pela Agulha 1 e marca no tecido. |
| Tecido a escorregar | Fixação insuficiente para o material | Correção: reforçar com estabilizador adequado e, se necessário, adesivo temporário para unir tecido e estabilizador. |
| Marcas do bastidor | Pressão/tempo de aperto | Correção: reduzir tempo de permanência no bastidor e remover assim que possível; acabamento/engomagem pode ajudar. |
Resultados e próximos passos
Ao seguir este protocolo, fica “desbloqueada” a utilização de bastidores magnéticos 195×315 mm na Ricoma EM-1010 através de um bastidor virtual maior. Em troca de flexibilidade, assume-se responsabilidade manual: centrar e fazer Trace sempre.
Se este contorno manual estiver a atrasar uma produção diária elevada, é um sinal de que vale a pena rever o fluxo de trabalho e padronizar processos. Segurança é um hábito, não uma definição: Trace sempre, verifique sempre.
