Porta-bolas de golfe ITH com presilhas para tees (vinil + feltro): fluxo em duas montagens no bastidor, com acabamento a rebites para um resultado firme

· EmbroideryHoop
Este guia passo a passo reconstrói o processo completo do porta-bolas de golfe ITH mostrado no vídeo — duas montagens no bastidor, controlo do vinil, calibração das presilhas para tees, corte seguro e montagem final com rebites/mola — e acrescenta pontos de verificação práticos para evitar deslizamentos, arrasto do calcador, presilhas fracas e bolsos que colapsam. Inclui ainda um mini “árvore de decisão” para estabilizador/estrutura, lógica de escolha do comprimento do rebite e caminhos de melhoria realistas (como bastidores de bordado magnéticos) quando a espessura do vinil e o volume começam a complicar o trabalho com bastidores standard.
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Índice

Aqui fica o guia completo, calibrado pela prática e reestruturado para um fluxo de trabalho profissional.


Materiais e ferragens necessários

Para quem faz presentes para golfistas, este projecto é um “ponto doce”: tem aspecto de peça comprada, é realmente útil (leva 3 bolas de golfe + 4 tees) e, ao mesmo tempo, é uma aula prática de gestão de vinil. Vai treinar controlo do material, dimensionamento de presilhas, corte limpo e acabamento com ferragens.

No vídeo, o porta-bolas é construído em duas montagens no bastidor:

  1. Montagem 1: Cria o bolso frontal e as presilhas integradas para os tees.
  2. Montagem 2: Constrói o corpo principal e o elemento traseiro (aba/pega para D-ring ou para usar como passa-cinto).

A forma final (3D) é criada fora da máquina com rebites e uma mola.

Two finished golf ball holders, one red and one brown, displaying the golf balls and tees held in place with D-ring attachments.
Product Showcase

O que vai aprender (e o que costuma correr mal)

Vai aprender a:

  • Coser linhas de colocação directamente no estabilizador rasgável para posicionar o vinil com precisão.
  • Fixar (tack-down) o vinil sem deslizar (um problema típico em materiais com verso escorregadio).
  • Formar presilhas para tees com folga consistente usando um tee real como calibre.
  • Evitar o arrasto do calcador em vinil “pegajoso”.
  • Aparar tiras de presilhas em segurança com a técnica do “escudo de cartão”.
  • FurAR e aplicar rebites para que a caixa 3D fique rígida e “direita”.

Pontos de falha comuns (vamos preveni-los):

  • Desvio das presilhas: o vinil mexe durante o tack-down e as presilhas ficam tortas/desiguais.
  • Folga errada: presilhas demasiado apertadas (o tee não entra) ou demasiado largas (o tee cai).
  • Arrasto por fricção: o calcador agarra no vinil e distorce o percurso do ponto ou provoca falhas.
  • Estrutura fraca: cortar a tira das presilhas demasiado curta tira suporte e o conjunto perde firmeza.
  • Falha de ferragens: o perno do rebite é curto para a pilha de camadas e o rebite abre.

Ferramentas e consumíveis mostrados no vídeo

Máquina e bastidor

  • Máquina de bordar Husqvarna Viking (ou qualquer máquina com área 5x7+).
  • Bastidor standard 5x7.

Ferramentas de corte e montagem

  • Tesoura de aplicação (duckbill) ou tesoura de precisão bem afiada.
  • X-Acto/estilete de precisão (lâmina nova é obrigatório).
  • Furador para couro/vinil (rotativo ou de bater).
  • Prensa de rebites (prensa manual verde ou versão de bancada).

Materiais e ferragens

  • Vinil: couro sintético / vinil de boa qualidade.
  • Forro: feltro mais rígido (craft felt).
  • Estabilizador: rasgável (tearaway).
  • Adesivo: spray 505 ou fita própria para bordado.
  • Controlo de fricção: fita de pintor ou fita transparente (usada como camada de deslizamento).
  • Rebites: rebites de dupla tampa.
    • Tampa: 9 mm.
    • Comprimento do perno: 10–12 mm (crítico: ver secção de montagem).
  • Molas: molas metálicas tipo botão (versão S-spring).
  • Ferragens: D-ring ou mosquetão giratório.
Materials layout showing embroidery hoops, cut vinyl pieces, and hardware ready for the project.
Preparation

Preparação: consumíveis “escondidos” e verificações (não saltar)

Mesmo sendo um projecto "In-The-Hoop" (ITH), a qualidade decide-se antes de carregar no Start. O vinil não perdoa: os furos da agulha ficam e não “fecham”.

Itens discretos mas críticos:

  • Agulha: 75/11 ponta aguda/topstitch. Evitar agulha de ponta bola em vinil; pode rasgar em vez de perfurar limpo.
  • Bobina: bobinas pré-enroladas (60wt ou 90wt) ajudam a manter o trabalho mais plano.
  • Cartão: um pedaço de cartão fino (tipo caixa de cereais) para servir de guarda no corte.
  • Tee real: essencial para calibrar a folga das presilhas.

Se ainda está a ganhar prática na física da colocação de bastidor para máquina de bordar, trate o vinil como “material com memória”: marca facilmente com pressão. Evitar deixar vinil montado no bastidor durante muito tempo.

Checklist de preparação (terminar esta secção com tudo pronto):

  • [ ] Estabilizador: montado no bastidor bem esticado (tipo tambor).
  • [ ] Vinil: cortado à medida.
  • [ ] Adesão: spray 505 agitado e pronto (usar em local ventilado).
  • [ ] Agulha: se a ponta “agarra” minimamente, substituir.
  • [ ] Configuração da máquina: reduzir velocidade. No vídeo, o controlo de fricção e a consistência beneficiam de trabalhar mais devagar.
Close up of the double cap rivet mechanism used for assembly.
Hardware explanation

Primeira montagem no bastidor: bolso frontal e presilhas para tees

Esta fase constrói a parte funcional: a frente do bolso e o mecanismo das presilhas.

Passo 1 — Coser a linha de colocação no rasgável

Carregar o ficheiro e coser a primeira paragem de cor directamente no estabilizador. Esta linha é o “molde” de posicionamento.

Ponto de verificação:

  • A linha deve sair contínua. Se houver laçadas visíveis no topo, ajustar ligeiramente a tensão superior antes de colocar o vinil.

Resultado esperado:

  • Um contorno limpo no estabilizador a indicar exactamente onde assenta a peça de vinil do bolso.

Passo 2 — Colocar o vinil do bolso e coser o tack-down/acabamento

Pulverizar ligeiramente o verso do vinil com adesivo. Colocar sobre as linhas de colocação.

Spraying 505 adhesive on vinyl and placing it onto the tearaway stabilizer in the hoop.
Placing fabric

Ponto de verificação:

  • Alisar do centro para fora para expulsar bolhas.
  • Garantir margem de cobertura sobre a linha (o vinil deve ultrapassar o contorno).

Resultado esperado:

  • Um rectângulo/contorno cosido que fixa o vinil ao estabilizador.

Passo 3 — Coser as linhas de colocação das presilhas

A máquina vai coser uma sequência de linhas verticais (tipo “escada”) que definem onde a tira das presilhas vai ser presa.

Ponto de verificação:

  • Confirmar visualmente as linhas. Em máquina de bordar multiagulhas, evitar escolher uma cor que “desapareça” no vinil, para não perder as referências.

Resultado esperado:

  • Linhas-guia claras para a tira das presilhas.

Passo 4 — Alinhar a tira das presilhas pelo centro

Dobrar a tira estreita de vinil ao meio para encontrar o centro e marcar (vinco leve ou marca discreta). Alinhar essa marca com a linha central cosida.

Porque importa: um desvio pequeno pode fazer com que a última presilha fique curta e não segure bem o tee.

Passo 5 — Fita para controlo (e para o calcador deslizar)

Fixar as extremidades com fita.

Truque crítico de fricção (mostrado no vídeo): se o vinil for “pegajoso”, colocar fita (de pintor ou transparente) por cima da zona onde o calcador vai passar. O calcador desliza na fita em vez de agarrar no vinil.

Applying tape over the vinyl strip where the tee loop sits to prevent the presser foot from dragging.
Machine Setup technique

Prevenção de problemas: se ouvir um “toc-toc” anormal ou notar o bastidor a dar pequenos solavancos, é sinal típico de arrasto do calcador. Parar e aplicar fita.

Passo 6 — Coser a primeira linha vertical e calibrar a folga com um tee real

Este é o passo de calibração manual.

  1. Coser a primeira linha vertical de fixação.
  2. Parar.
  3. Colocar um tee de golfe por baixo da tira, junto à linha cosida.
  4. Puxar a tira por cima do tee para criar a “barriga” (folga).
  5. Prender com fita para manter a tensão.
  6. Coser a linha seguinte.
  7. Repetir para cada segmento.
A wooden golf tee inserted under the vinyl strip to gauge the loop size before taping and stitching.
Sizing instruction

Ponto de verificação (teste táctil):

  • O tee deve entrar e sair com resistência clara, mas sem encravar. Se cair sozinho, a folga está a mais; se não entrar, está a menos.

Resultado esperado:

  • 4 presilhas com folga consistente.

Dicas práticas (e o que significam no trabalho real)

  • Monogramas/nomes no vinil: é possível adicionar, mas convém escolher fontes menos densas. Furos muito próximos podem “perfurar” o vinil como uma linha de rasgo.
  • Se o vídeo parecer rápido: na prática, trabalhar mais devagar ajuda a manter o percurso do ponto limpo e reduz problemas de fricção.

Caminho de melhoria na estabilidade do bastidor (quando o vinil começa a “lutar”)

Aqui usa-se um bastidor standard. No entanto, com vinil mais espesso, apertar o aro pode marcar o material (marcas do bastidor) e aumentar o risco de deslocação.

Se o objectivo for produzir em série ou trabalhar com pilhas mais grossas, passar para bastidores de bordado magnéticos pode facilitar: o material é “preso” por pressão magnética sem forçar a entrada no aro, o que tende a reduzir marcas e a melhorar a consistência.

Aviso
Segurança com a agulha. Manter os dedos afastados da barra da agulha quando estiver a segurar/posicionar a tira. Para segurar, preferir fita.

Segunda montagem no bastidor: construção do corpo principal

Esta montagem cria o “chassis”. É mais simples, mas exige orientação correcta das peças.

Passo 1 — Coser a linha de colocação do corpo

Montar um novo estabilizador rasgável no bastidor e coser a primeira paragem de cor.

Showing the underside of the hoop to demonstrate embroidery penetration and stitch quality.
Inspection

Ponto de verificação:

  • Confirmar que a bobina tem linha suficiente. Ficar sem bobina no contorno final em vinil é difícil de corrigir sem marcas.

Resultado esperado:

  • Contorno completo do porta-bolas.

Passo 2 — Colocar o vinil do corpo e as peças da aba/pega

Aplicar adesivo e posicionar a peça principal de vinil. Depois, colocar a aba/pega (para D-ring ou passa-cinto) conforme as guias e fixar com fita.

Verificação de orientação: a parte que forma a argola/loop deve ficar voltada para dentro da área de costura para não ficar cosida “fechada”.

Passo 3 — Colocar o feltro por baixo (método flutuante)

Retirar o bastidor da máquina (sem desmontar). Virar o bastidor ao contrário e fixar o feltro no lado inferior do estabilizador, cobrindo a área do desenho.

Isto é o método bastidor de bordado flutuante, muito usado em ITH para dar um interior mais limpo e acrescentar estrutura.

Ponto de verificação:

  • Prender os cantos do feltro com fita ao aro exterior (por baixo) para evitar que levante durante o movimento do bastidor.

Resultado esperado:

  • “Sanduíche”: feltro em baixo, estabilizador ao meio, vinil em cima.

Passo 4 — Coser o contorno final (e os furos-guia)

Voltar a colocar o bastidor na máquina e coser o contorno. Este passo também cria pequenos círculos que servem de guia para furar os rebites.

Husqvarna machine stitching the outline on the red vinyl for the main body.
Machine Embroidery

Ponto de verificação:

  • Um som mais “seco” ao perfurar camadas é normal. Se houver esforço excessivo, verificar agulha e espessura do conjunto.

Resultado esperado:

  • Peça fechada com marcações circulares visíveis para furar.

Porque é que o bolso não colapsa (detalhe importante)

No vídeo, fica visível estabilizador/pontos no interior. Isto é intencional: cria uma “estrutura” interna que ajuda o bolso a manter forma quando se retiram as bolas.

Placement stitch displayed on the second hooping for the main body shape.
Pattern overview

Dicas de corte e aparo em vinil

O corte limpo é o que separa “projecto artesanal” de “produto”.

Passo 1 — Aparar a tira das presilhas com guarda de cartão

Este é o passo mais arriscado para estragar o trabalho. É preciso cortar o excesso da tira sem cortar a camada base.

  1. Dobrar um pedaço de cartão fino.
  2. Enfiar o cartão por baixo da aba solta.
  3. Com lâmina nova, cortar encostado ao cartão.
Using a folded piece of cardboard as a cutting guard while trimming the excess vinyl strap with an exacto knife.
Trimming technique

Ponto de verificação:

  • Não cortar demasiado curto: deixar material suficiente para suportar o uso (inserir/retirar tees).

Resultado esperado:

  • Borda direita e limpa, sem cortes acidentais na base.

Passo 2 — Recortar as peças bordadas

Retirar do estabilizador e recortar o perímetro com tesoura afiada.

Cutting out the finished embroidered piece from the stabilizer with scissors.
Cutting

Ponto de verificação:

  • Manter uma margem consistente fora da linha de costura para um acabamento uniforme.

Pergunta típica: “O que estava a esfregar nas laterais depois de cortar?”

O vídeo mostra preocupação com o acabamento das arestas, mas não detalha um produto específico. Na prática, é comum alisar/assentar as camadas com uma ferramenta de vincar (tipo dobrador) ou usar um acabamento de arestas (edge paint) em trabalhos de vinil/couro sintético — sempre testando primeiro num retalho para evitar reacções no material.

Árvore de decisão: estabilizador + estrutura em ITH com vinil

Use este raciocínio para ajustar a configuração:

Árvore de decisão (estrutura em vinil ITH):

  1. O vinil é muito fino/elasticado?
    • Sim: pode ser necessário mais suporte para reduzir distorção.
    • Não: o rasgável funciona bem no fluxo mostrado.
  2. Está difícil montar no bastidor por causa da espessura?
  3. Vai produzir em quantidade (várias unidades)?
    • Sim: agrupar por fases (todas as montagens, depois todas as costuras, depois todos os cortes e, por fim, toda a aplicação de ferragens). Se usar bastidores standard, uma estação de colocação de bastidores hoopmaster ou outra solução de alinhamento pode ajudar a padronizar.

Montagem: aplicação de rebites e molas

É aqui que a peça plana vira uma caixa 3D.

Workspace set up with a green rivet press, hole punch, and hardware containers.
Assembly Station

Passo 1 — FurAR nos círculos-guia cosidos

Com o furador, abrir os furos exactamente no centro dos círculos cosidos.

Using a manual punch tool to create holes in the vinyl for rivets.
Hole Punching

Ponto de verificação:

  • Garantir que o “miolo” do furo sai completamente (se ficar preso, o furo rasga em vez de cortar).

Passo 2 — Aplicar a(s) mola(s)

Aplicar a mola na aba superior e a contraparte no corpo.

Resultado esperado:

  • Fecho com “clique” firme. Se ficar frouxo, pode ter havido deformação na aplicação.

Passo 3 — Montar o acessório traseiro (D-ring / mosquetão)

Passar o D-ring ou mosquetão na aba traseira e dobrar.

Ponto de verificação:

  • Confirmar que a ferragem já está enfiada antes de rebitar. Depois de fechado, só sai destruindo o rebite.

Passo 4 — Dobrar e alinhar os furos laterais

Dobrar as laterais para formar a caixa. Se não houve deslocação no bastidor, os furos alinham.

Folding the vinyl to align the side holes for riveting, creating the 3D shape.
Assembly

Passo 5 — Aplicar rebites de dupla tampa com prensa

Inserir o perno do rebite e aplicar a tampa com a prensa.

Lógica de escolha do comprimento do perno:

  • No vídeo, a criadora refere rebites de dupla tampa com tampa 9 mm e perno 10–12 mm (dependendo da espessura). O ponto crítico é o perno atravessar todas as camadas e ainda permitir assentar a tampa sem folga.
Placing the holder under the rivet press to set the side rivets.
Setting Hardware

Ponto de verificação:

  • A tampa deve ficar direita e bem encostada ao vinil (sem inclinação).

Nota de produtividade (quando começar a fazer várias unidades)

Para poucas peças, um furador manual serve. Para produção, uma prensa de bancada melhora a repetibilidade e reduz esforço nas mãos/pulsos.

Aviso
Segurança com ímanes. Se optar por bastidores magnéticos, os ímanes (neodímio) são muito fortes e podem entalar pele. Manter afastado de dispositivos médicos sensíveis.

Checklist de montagem (antes de avançar para a próxima unidade):

  • [ ] Teste a seco do rebite: o perno atravessa todas as camadas sem “ficar curto”.
  • [ ] Furador limpo: tubos entupidos rasgam vinil.
  • [ ] Orientação: D-ring/mosquetão colocado antes de rebitar.
  • [ ] Teste da mola: fecha e abre com firmeza.

Introdução

Este projecto é uma introdução acessível ao ITH estrutural em vinil. Ao combinar linhas de colocação, tack-down e integração de ferragens, obtém-se um porta-bolas com acabamento profissional.

Nota de compatibilidade: a criadora refere que o desenho cabe num bastidor 6x10. Para utilizadores Brother à procura de bastidores de bordado para máquinas brother, é importante confirmar a área máxima da máquina: uma máquina 5x7 normalmente não corre um ficheiro 6x10.

Preparação

O sucesso está na preparação.

  • Física: trabalhar mais devagar reduz fricção e ajuda a manter o ponto limpo.
  • Química: usar adesivo com moderação para não sujar a agulha.
  • Mecânica: agulha nova e afiada perfura melhor e marca menos.

Se estiver a preparar produção, uma solução de estações de colocação de bastidores pode ajudar a padronizar o processo, embora em ITH a própria linha de colocação já faça grande parte do alinhamento.

Configuração

Organizar a bancada em duas zonas:

  • Zona limpa (máquina): costura, fita e colocação do vinil.
  • Zona “suja” (bancada): furar, cortar e prensar rebites (onde há aparas e metal).

Operação

Sequência repetível:

  1. Montagem 1: colocação -> fixar bolso -> guias das presilhas -> fixar tira -> calibrar com tee -> aparar tira.
  2. Montagem 2: colocação -> fixar corpo e aba -> flutuar feltro por baixo -> contorno/perímetro.
  3. Acabamento: recortar -> furar -> mola -> rebites.
Displaying the final assembled golf ball holder standing upright.
Final Reveal

Checklist de operação (antes de dar como “feito”):

  • [ ] Teste dos tees: entram com resistência e não caem ao abanar.
  • [ ] Qualidade do ponto: sem “ninhos” na parte de trás.
  • [ ] Corte: sem serrilhas no perímetro.
  • [ ] Estrutura: a caixa mantém-se direita.
  • [ ] Ferragens: rebites firmes (não rodam).
  • [ ] Mola: fecha com clique.

Controlo de qualidade

Antes de oferecer ou enviar:

  1. Teste de agitação: com bolas e tees colocados, agitar ao contrário (de preferência sobre um sofá). Os tees devem manter-se.
  2. Teste ao toque: passar o dedo nos rebites. Se houver arestas, o rebite pode ter ficado torto.
  3. Verificação do forro: confirmar que o feltro ficou preso em toda a volta.

Resolução de problemas

Sintoma: o calcador agarra/arrasta no vinil

  • Causa provável: fricção.
  • Solução rápida: aplicar fita na zona de passagem do calcador.
  • Prevenção: se existir para a máquina, usar calcador antiaderente.

Sintoma: presilhas inconsistentes (umas apertadas, outras largas)

  • Causa provável: calibrar “a olho” em vez de usar um calibre físico.
  • Solução rápida: não há; é preciso descoser e repetir.
  • Prevenção: usar sempre o mesmo tee para todas as presilhas.

Sintoma: borda da tira das presilhas fica irregular

  • Causa provável: corte livre com lâmina/tesoura pouco afiada.
  • Solução rápida: corrigir com cuidado (sempre testando num retalho).
  • Prevenção: usar o escudo de cartão + lâmina nova.

Sintoma: a tampa do rebite solta

  • Causa provável: perno demasiado curto para a pilha.
  • Solução rápida: substituir o rebite.
  • Prevenção: escolher perno que atravesse todas as camadas e permita assentar a tampa sem folga (no vídeo, 10–12 mm é a referência usada).

Sintoma: encravamentos/linha a desfazer

  • Causa provável: agulha suja por adesivo ou agulha gasta.
  • Solução rápida: limpar/substituir agulha.
  • Prevenção: usar menos spray e evitar pulverizar directamente sobre o bastidor.

Resultado

Quando dominado, este projecto dá um acessório robusto e com acabamento profissional. Mostra que, com consumíveis certos (agulha, fita, estabilizador) e ferragens bem aplicadas (rebites/molas), uma máquina de bordar consegue construir peças estruturais 3D — não apenas decoração de superfície.

Se estiver constantemente a “lutar” com o aperto do bastidor, vale a pena considerar ferramentas que aumentem consistência, como bastidores magnéticos, sobretudo quando o vinil é espesso ou quando o volume de produção aumenta.