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O problema da digitalização “um clique”
A auto-digitalização é a “canção da sereia” no bordado: promete poupar horas com um único botão — mas, na prática, o resultado “um clique” costuma cobrar o preço mais tarde, já na máquina. Esse preço aparece em quebras de linha, ninhos na parte de trás (lado da bobina), sobreposições estranhas que criam zonas rígidas (“à prova de bala”), e escolhas de ponto que não respeitam a forma como a linha se comporta num tecido real.
Como regra de ouro: o software vê píxeis; quem digitaliza tem de ver física.
Nesta lição de Hatch Embroidery, analisamos uma comparação directa entre duas ferramentas da Auto-Digitizing Toolbox:
- Auto-Digitize Instant Embroidery (a “caixa preta”: um clique, zero decisões)
- Auto-Digitize Embroidery (o “co-piloto”: um fluxo guiado onde se controlam cores, sequência e tipos de ponto)
Os números falam por si. Com um clipart de um peixe koi, a ferramenta Instant gera um ficheiro com 44.523 pontos e 55 trims. A ferramenta guiada — depois de decisões críticas sobre sequência e tipos de ponto — gera 42.418 pontos e 22 trims, mantendo as mesmas 10 cores.
Porque é que isto interessa? A diferença de ~2.000 pontos pode parecer pequena, mas baixar de 55 para 22 trims é uma redução enorme de pontos de fricção. Cada trim evita um salto, mas também obriga a máquina a abrandar, cortar, arrematar, deslocar, voltar a prender e acelerar novamente. É aí que surgem muitas quebras de linha e “bird nests”. Para quem quer um fluxo repetível (logótipos, emblemas, produção em série), isto é a diferença entre “parece bem no ecrã” e “corre limpo sem estar sempre a vigiar a máquina”.

Passo 1: Preparar o layout e as cores
Enquadramento: o que vai aprender neste passo
Vai inserir o desenho e navegar a janela de preparação da ferramenta guiada. Não é só clicar “Next”: é agir como filtro entre a imagem e a agulha. Neste passo, vai:
- Reduzir/simplificar cores para as alinhar com o stock real de linhas (paleta mais curta e consistente).
- Usar Locate para ver exactamente onde cada bloco de cor aparece.
- Decidir se deve manter, fundir (merge) ou omitir cores antes de gerar um único ponto.
Um ponto-chave do vídeo (e que bate certo com a prática): a auto-digitalização funciona melhor com imagens tipo clipart/vetor, com áreas sólidas e bem definidas. Bordos “sujos”, aguarelas ou sombreados fotográficos obrigam o software a adivinhar — e essas adivinhações viram “confettis”: micro-objectos e pontos inúteis que entopem o ficheiro e complicam a costura.
Consumíveis “escondidos” e verificações de preparação (sim, mesmo sendo trabalho de software)
As decisões de digitalização não devem ser feitas no vazio: é preciso antecipar o bordado real. Antes de assumir que o ficheiro está pronto para amostra, faça estas verificações rápidas:
- Plano de linhas: no vídeo, as cores são mapeadas para Isacord. Garanta que a paleta no software corresponde às cones que tem. É frustrante planear um efeito de nuance e depois não ter as cores para o executar.
- Plano de agulhas (hardware):
- Tecidos planos (wovens): 75/11 ponta aguda (Sharp) para contornos mais nítidos.
- Malhas (knits): 75/11 ponta bola (Ballpoint) para afastar fibras em vez de as cortar.
- Ponto de controlo: passe a unha na ponta da agulha. Se “agarra”, descarte. Uma agulha com rebarba destrói a linha mesmo com um ficheiro perfeito.
- Plano de estabilizador (a base): um ficheiro excelente pode abrir falhas ou franzir se o estabilizador não for adequado.
- Regra prática: se o tecido estica (malhas/poliéster), cut-away. Se o tecido é estável (lona/ganga), tear-away.
- Aderência: tenha spray temporário (tipo 505) ou estabilizador adesivo se não conseguir uma montagem no bastidor bem firme.
- Ferramentas para amostragem: tesoura curva pequena (para saltos), pinça de ponta fina e escova para cotão.
Fazer a primeira conversão (Instant) para criar uma referência
- Inicie um New Blank Design.
- Clique em Insert Artwork.
- Seleccione o clipart do peixe koi na pasta de auto-digitalização.
- Seleccione o desenho e clique em Auto-Digitize Instant Embroidery.
O Hatch gera imediatamente um desenho completo e cria objectos na Sequence Docker.
Checkpoint: abra o Design Information e confirme as estatísticas do resultado “Instant” (serve de “grupo de controlo”).
- Pontos: 44.523 (elevado)
- Cores: 10
- Trims: 55 (ineficiência crítica)
Resultado esperado: um desenho que “parece pronto” no ecrã, mas com sobreposições pouco lógicas e um número de trims que, na máquina, se traduz em paragens constantes.



Executar a conversão guiada (Auto-Digitize Embroidery) e gerir cores
- Abra uma nova janela de desenho para manter o trabalho organizado.
- Insira o mesmo koi.
- Clique em Auto-Digitize Embroidery (não o Instant).
- Na janela de preparação, compare Original Bitmap vs Processed Bitmap.
- Use o Color Slider para adicionar/remover cores, se necessário.
- Seleccione uma cor e clique em Locate para ver onde aparece.
No exemplo do vídeo, a imagem original tinha 11 cores e o Hatch processou para 10.
Como pensar na fusão de cores (dúvida recorrente nos comentários): várias pessoas perguntaram “como fazer merge/fundir cores?”. Neste fluxo, a abordagem prática é reduzir cores na fase de preparação quando duas cores são visualmente semelhantes e não representam camadas distintas necessárias para dar profundidade. Use primeiro o Locate: se uma cor aparece em pequenas “ilhas” dispersas (ruído do clipart), fundi-la costuma reduzir fragmentação e trims.
Em contexto de produção, este é o momento para reduzir paragens. Cada mudança de cor implica parar, cortar e esperar pela troca de linha (numa máquina de uma agulha) ou indexação do cabeçote (numa máquina de bordar multiagulhas). Use esta pergunta: esta mudança de cor é mesmo necessária para a leitura do desenho? Se não, fundir.
Uma frase para manter a disciplina: se se investe em estações de colocação de bastidores para acelerar o fluxo em volume, não faz sentido perder o tempo ganho com um ficheiro cheio de mudanças de cor e trims. A eficiência tem de ser global.


Passo 2: Corrigir a sequência de bordado
Porque a sequência importa mais do que muitos utilizadores de auto-digitalização imaginam
A auto-digitalização falha num ponto específico: “vê” blocos de cor e não pensa como quem constrói bordado. Um digitizador planeia:
- Sobreposição: fundo primeiro, meio depois, contornos no fim.
- Cobertura: base suficiente para evitar transparências.
- Compensação de repuxo (push/pull): os pontos puxam e empurram o tecido — o que parece encostar no ecrã pode abrir na costura.
O vídeo dá uma regra simples que funciona bem em muitos cliparts:
- Trabalhar, em geral, de fundo para primeiro plano.
- Muitas vezes, do centro para fora.
- Muitas vezes, de maior para menor.
Nem todas as regras se aplicam sempre, mas deve ser possível justificar porque uma cor está a bordar naquele momento. Se o contorno preto bordar antes das escamas laranja, as escamas podem tapar o contorno e perder-se definição.
Reordenar os blocos de cor antes de gerar pontos
No ecrã de definições do Auto-Digitize Embroidery:
- Identifique o contorno preto do peixe.
- Mova esse contorno para o fim para bordar por último (por cima).
- Mova elementos de fundo (água/folhas) para o topo.
- Use as setas Move Up / Move Down para reordenar a lista.
Checkpoint: use Locate para confirmar que está a mexer no contorno correcto (e não num pequeno ponto preto do olho).
Resultado esperado: sobreposição mais limpa. Contornos por cima, nítidos, a “fechar” os enchimentos em vez de ficarem enterrados.
Também aqui se começa a pensar em produção: uma sequência melhor faz o cabeçote deslocar-se de forma mais lógica, reduzindo movimentos desnecessários.


Passo 3: Atribuir os tipos de ponto certos
A decisão central: Fill vs Detail
Este é o passo técnico mais crítico. Na ferramenta guiada, cada cor pode ser definida como:
- Fill (enchimento; tipicamente Tatami ou Satin consoante a largura).
- Detail (elementos finos: linhas, texto, pormenores).
- Ou omitida.
O vídeo destaca uma armadilha típica: o “satin fininho” problemático. Contornos muito finos e detalhes pequenos tendem a virar satins estreitos.
- Problema: um satin muito estreito pode causar acumulação de linha, desvio da agulha e toque rígido.
- Solução: converter para ponto corrido, como “Center Line”.
Converter linhas finas para “Center Line” para detalhe mais limpo
Na coluna Stitching Options:
- Identifique contornos finos (perfil do peixe) e detalhes (linhas das escamas).
- Mude de Fill para Detail.
- Nos detalhes mais finos, altere o tipo de ponto de Satin para Center Line.
Checkpoint: após a geração, confirme visualmente que contorno e escamas aparecem como linhas corridas (Center Line) e não como satins ultra-estreitos.
Resultado esperado: detalhe mais limpo, menos probabilidade de quebras e um bordado com melhor toque.
Nota prática de produção: se o desenho depende de contornos finos para “fechar” a leitura, a estabilidade física é decisiva. Se o tecido mexe 1 mm, o contorno pode falhar o enchimento. É por isso que muitos profissionais consideram bastidores de bordado magnéticos para segurar de forma consistente, sem a “guerra de puxar” típica de bastidores de parafuso.



Comparar os resultados (Instant vs Guiado)
Depois de clicar em OK, o Hatch gera a versão guiada. No vídeo:
- Pontos (Custom): 42.418
- Trims (Custom): 22 (vs 55)
- Cores: 10
À primeira vista, no monitor, podem parecer semelhantes — mas a versão guiada é estruturalmente superior: melhor sobreposição e tipos de ponto mais adequados.
O que verificar na comparação:
- Sobreposição: os contornos ficam por cima?
- Textura: os detalhes finos são Center Line em vez de satins volumosos?
- Eficiência: os trims baixaram de forma clara?

Técnicas avançadas: gradientes e ângulos de ponto
Aqui o vídeo passa de “auto-digitalização aceitável” para “pensamento de digitizador experiente”: refinamento manual para dar dimensão e qualidade.
Usar o Stitch Player para ver travel runs e problemas escondidos
O Stitch Player é a melhor forma de prever o que vai acontecer na máquina. Mostra duas realidades:
- O Hatch cria pontos de ligação (connector stitches / travel runs) por baixo de objectos para reduzir trims — isto é bom.
- A auto-digitalização pára na aresta da próxima cor visível, podendo criar falhas/“vazios” — isto é mau.
No vídeo, os travel runs ligam peças isoladas (por exemplo, vários objectos verde-claro), reduzindo saltos e trims — um comportamento “inteligente” que vale a pena preservar.
Checkpoint: no Stitch Player, procure:
- Jump stitches: linhas pontilhadas a atravessar espaço aberto (indicam trim ou salto longo).
- Travel runs: confirme que ficam escondidos por baixo de outras áreas (não devem atravessar fundo branco).
Resultado esperado: comportamento previsível — sabe onde a máquina vai parar e onde vai cortar.
Para produção, isto também ajuda a estimar tempo de execução. Ficheiros previsíveis mantêm o ritmo, quer se use uma bancada simples quer uma estação dedicada. Seja com um setup genérico ou com uma estação de colocação de bastidores hoopmaster, a previsibilidade do ficheiro protege a cadência.

Criar um enchimento com gradiente (melhoria manual de textura)
O vídeo demonstra um gradiente num objecto de enchimento para simular luz:
- Seleccione o objecto de enchimento.
- No separador Stitching, desactive Underlay.
- Defina Stitch Angle para 0.
- Vá ao separador Effects.
- Em Gradient Fills, escolha um perfil.
Checkpoint: o enchimento sólido deve passar a ter uma textura “a desvanecer”.
Resultado esperado: mais profundidade visual, com aspecto menos “autogerado”.
Nota técnica: desactivar underlay pode ser arriscado, porque o underlay ajuda a estabilizar e a suportar o enchimento. Se o remover para obter o efeito, garanta que o estabilizador é suficientemente robusto ou que o gradiente assenta sobre outra camada de enchimento.

Adicionar ângulos de ponto para controlar o “fluxo” em formas
A luz reflecte-se de forma diferente consoante a direcção do ponto. No exemplo da flor, a apresentadora:
- Faz zoom e usa Hide Unselected.
- Aplica Smooth Shapes.
- Adiciona ângulos (coloca linhas de ângulo e carrega Enter).
- Muda o padrão de enchimento.
Checkpoint: a direcção do ponto deve acompanhar as pétalas (radial/curva), em vez de um enchimento “fixo”.
Resultado esperado: aspecto mais orgânico e com sensação de volume.

Dividir objectos complexos com a “Knife Tool” (misturar Fill + Satin de forma intencional)
Para separar o “bigode” do peixe da área da face:
- Seleccione o objecto.
- Use a Knife Tool e faça um corte na zona do bigode.
- O objecto divide-se em duas partes.
- Converta a parte do bigode para Satin (mais brilho/altura) e mantenha a face como Fill.
Checkpoint: deve conseguir seleccionar as duas partes de forma independente.
Resultado esperado: contraste estrutural — o bigode “salta” porque o satin fica mais alto do que um tatami.

Resolução de problemas: fechar falhas e reduzir trims
Esta secção organiza as soluções do vídeo num formato “Sintoma → Causa → Verificação rápida → Solução”.
Problema 1: Falhas/linhas brancas entre objectos
Sintoma: após bordar, vê tecido a aparecer entre o contorno preto e o enchimento laranja.
Causa: compensação de repuxo (push/pull). O software vê áreas a tocar; na máquina, o enchimento grande “encolhe” e afasta-se do contorno.
Verificação rápida: no Stitch Player, observe se o contorno fica exactamente na aresta do enchimento, sem sobreposição.
Solução:
- No software: edite manualmente o objecto de enchimento e crie uma pequena sobreposição por baixo do contorno (no vídeo, a ideia é “preencher vazios” ajustando objectos com ferramentas de edição como reshape).
- Na produção: em tecidos instáveis, use estabilizador adequado (cut-away) e uma montagem no bastidor consistente.
Nota prática alinhada com um pedido recorrente: no vídeo não é mostrado, passo a passo, todo o processo de “fechar falhas” no último peixe. O princípio, porém, é consistente: sobrepor (tal como na construção se coloca por baixo do rodapé).
Problema 2: Tipos de ponto inconsistentes (Satin vs Tatami)
Sintoma: partes da flor parecem “aos bocados” — umas brilhantes (satin), outras planas (tatami).
Causa: regras automáticas: áreas pequenas tendem a satin; áreas maiores tendem a tatami.
Solução: seleccione o objecto específico após a geração e force o tipo de ponto em Object Properties.
Problema 3: Trims em excesso (o verdadeiro “mata-tempo”)
Sintoma: demasiadas paragens/cortes; a máquina parece estar sempre a cortar e a retomar.
Causa: objectos fragmentados e/ou sequência pouco lógica, sem possibilidade de travel runs eficazes.
Solução: reorganize a sequência para um percurso mais “geográfico” e reduza cores semelhantes na preparação.
Se o objectivo é escalar, trims são dinheiro. Um ficheiro limpo combina bem com ferramentas de consistência como hoopmaster ou uma alternativa do tipo estação de colocação de bastidores hoop master para reduzir fadiga do operador.
Problema 4: Compatibilidade com Mac
Surgiu a dúvida sobre Mac.
- Resposta: o Hatch é nativo de Windows. Em Mac, normalmente é necessário usar Parallels ou Boot Camp.
- Conselho: defina cedo o fluxo de transferência de ficheiros (USB/rede) para a máquina.
Problema 5: Desktop vs portátil
- Resposta: uma licença costuma permitir instalação em mais do que um dispositivo, mas apenas uma utilização activa de cada vez. Pode-se desenhar no desktop e ajustar no portátil junto da máquina.
Problema 6: Adicionar uma máquina “personalizada”
- Resposta: em geral, não é necessário “adicionar” a máquina ao Hatch. O essencial é exportar no formato que a máquina lê (ex.: .PES, .DST) e definir o tamanho de bastidor para referência visual. Se o bastidor não existir na lista, pode-se criar tamanhos personalizados.
Árvore de decisão: complexidade do desenho → estabilizador + estratégia de montagem no bastidor
Use esta lógica antes de carregar em “Start” na máquina:
- O desenho é pesado (pontos elevados, enchimentos grandes)?
- SIM: use cut-away. Em tecidos planos, pode considerar tear-away mais pesado ou duas camadas. Ajuste a velocidade conforme necessário.
- NÃO: um estabilizador standard poderá ser suficiente.
- Há detalhes finos em “Center Line” (contornos, bigodes, linhas)?
- SIM: a estabilidade é crítica. Se o tecido desliza, o contorno fica desalinhado.
- Acção: verifique a montagem no bastidor. Se surgirem marcas do bastidor ou dificuldade em manter tensão uniforme, pode fazer sentido estudar um fluxo com bastidor magnético/estação magnética.
- NÃO: a montagem standard tende a ser suficiente.
- Vai produzir em volume (10+ peças)?
- SIM: padronize. Use um gabarito/estação para posicionamento e repetição.
- NÃO: foque-se em aprender: amostrar, observar e refinar.
Onde as “melhorias de ferramenta” entram de forma natural (sem compras por impulso)
A digitalização é metade do resultado; a aplicação física é a outra metade. Se o ficheiro está bem, mas o bordado continua a falhar, identifique o gargalo:
- Dor: “Os contornos ficam sempre desalinhados, mesmo com sobreposição.”
- Diagnóstico: tecido a mexer no bastidor.
- Caminho: estudar como usar bastidor de bordado magnético para melhorar a consistência de aperto.
- Dor: “Perco mais tempo a mudar cores do que a bordar.”
- Diagnóstico: gargalo de máquina de uma agulha.
- Caminho: considerar uma máquina de bordar multiagulhas quando o volume justificar.
- Dor: “Os logótipos saem tortos na peça.”
- Diagnóstico: erro de posicionamento.
- Caminho: usar uma estação de colocação de bastidores.
Checklist operacional (controlo de qualidade antes de exportar)
Faça esta verificação final antes de exportar para USB:
- [ ] Verificação de falhas: o Stitch Player não mostra vazios entre enchimentos e contornos (sobreposições aplicadas).
- [ ] Verificação de sobreposição: contornos bordam no fim.
- [ ] Verificação de estrutura: detalhes finos estão em “Center Line”, não em satins ultra-estreitos.
- [ ] Verificação de eficiência: trims num intervalo razoável (mais perto de 20 do que de 50).
- [ ] Verificação de percurso: travel runs escondidos sob objectos, sem atravessar tecido exposto.
- [ ] Verificação de formato: exportação no formato correcto (DST/PES/EXP).
Resultados
Fica com um fluxo repetível no Hatch que aproveita a velocidade da auto-digitalização sem perder o controlo de um digitizador:
- Instant Auto-Digitize como rascunho rápido (44k pontos, 55 trims).
- Auto-Digitize Embroidery (guiado) como base limpa (42k pontos, 22 trims, sequência lógica).
- Refinamentos manuais (Stitch Player, sobreposições, Center Line, gradientes) para transformar um gráfico “plano” num ficheiro com qualidade de produção.
Se, ao bordar a amostra, ainda surgirem falhas ou distorção, não assuma logo que é erro de digitalização. Muitas vezes é física: confirme o estabilizador, verifique a tensão (procure o teste do “1/3” da bobina no verso) e garanta uma montagem no bastidor firme, tipo “pele de tambor”, sem esticar o tecido. Ficheiro + física é o que separa um bordado aceitável de um bordado profissional.
Checklist de preparação (para o próximo projecto)
Use antes mesmo de abrir o software:
- [ ] Arte: é clipart de boa qualidade, com contornos limpos? (evitar fotos).
- [ ] Tecido: identifiquei o tipo (malha vs tecido plano)?
- [ ] Estabilizador: tenho o suporte correcto (cut-away para malhas)?
- [ ] Linhas: tenho as 10 cores necessárias ou devo fundir para 6?
- [ ] Estratégia: estou a sequenciar Fundo → Primeiro plano?
Checklist de configuração (no Hatch, antes de gerar pontos)
No fim do ecrã de definições guiadas:
- [ ] Cores processadas e simplificadas (ex.: de 11 para 10).
- [ ] Usei Locate para confirmar que detalhes pequenos não se perdem.
- [ ] Contornos movidos para o fim da lista de sequência.
- [ ] Linhas finas definidas como “Detail” → “Center Line”.
- [ ] Paleta/Thread chart alinhada com o stock real.
