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Introdução ao Upgrade Kit da Ellisimo
Se está a ler isto, é provável que tenha uma máquina de gama alta como a Baby Lock Ellisimo e, ainda assim, sinta um aperto no estômago quando tem à frente uma toalha de mesa branca impecável. Esse receio é legítimo. O bordado à máquina é implacável — um desvio de um milímetro numa borda pode transformar uma peça “de família” numa peça estragada.
Como formadora com duas décadas de experiência em contexto de produção, repito muitas vezes: a tecnologia não é magia; é uma ferramenta para gerir tolerâncias. As funções do upgrade demonstradas pela Pam Mahshie — em particular o recálculo de pontos, o posicionamento com Needle Cam e o fluxo de trabalho de bordas — foram pensadas para reduzir o erro humano. Mas só funcionam bem quando se percebe a lógica por trás de cada passo.
Este documento reconstrói a demonstração num procedimento operacional padrão (SOP). Em vez de “carregar em botões”, o objectivo é compreender a mecânica do posicionamento. E também abordar o tema que muitos evitam: o esforço físico da montagem no bastidor em projectos grandes e quando faz sentido melhorar as ferramentas de fixação para acompanhar as capacidades da máquina.

O projecto é uma toalha de mesa branca com bordado azul. Com o upgrade, o processo deixa de ser “adivinhar e rezar” e passa a ser “digitalizar e confirmar”, com validação visual antes de coser.


O que vai conseguir fazer depois deste tutorial
- Recálculo de pontos: Redimensionar um desenho até 200% sem destruir a densidade (e perceber onde estão os limites práticos).
- Alinhamento automático: Usar um Perfect Positioning Sticker e o Needle Cam para “ancorar” o desenho a uma referência física no tecido.
- Simplificação de dados: Editar o desenho para saltar blocos de cor, convertendo enchimentos densos em contornos elegantes em Monochrome.
- Arrastar e largar com imagem real: Alinhar motivos adicionais digitalizando o tecido já no bastidor e posicionando o desenho no ecrã.
- Bordas contínuas: Dominar o fluxo da Border Frame com uma verificação de alinhamento em 9 pontos.
- Textura com bobbin work: Criar relevo com caixa de bobbin work e linha grossa.
Resolver dores de cabeça de posicionamento com o Needle Cam
O posicionamento é, para muitos, a parte mais difícil do bordado à máquina. Porquê? Porque o tecido é um meio “vivo”: relaxa, estica e pode ficar enviesado sob tensão do bastidor. Um desenho que parece centrado num ecrã pode acabar 3 graus torto na peça real.
A solução do “Needle Cam” muda o paradigma. Em vez de confiar apenas no olho para alinhar o bastidor, coloca-se um Perfect Positioning Sticker no tecido. A câmara procura esse ponto de alto contraste e ajusta matematicamente a rotação e o centro do desenho para corresponder ao que está realmente no bastidor.
Quem segue métodos tradicionais conhece a dor de refazer a montagem no bastidor várias vezes até ficar direito. É aqui que conceitos como colocação de bastidor para máquina de bordar deixam de ser apenas “jeito” e passam a ser um fluxo digital. Tratar a digitalização não como um atalho, mas como um controlo obrigatório antes de coser.

Como o fluxo sticker + câmara evita erros típicos de colocação
- Correcção de rotação (corrigir o “enviesamento”): Se o tecido ficou ligeiramente torto no bastidor (por exemplo, 2°), a câmara detecta o eixo do sticker e roda o desenho digital para coincidir.
- Pré-visualização real: O desenho aparece sobreposto ao vídeo em directo do tecido.
- Repetibilidade: Uma vez dominada a lógica, torna-se mais fácil repetir motivos numa área grande com margem de erro consistente.
Pontos de controlo (antes de coser)
- Verificação visual: O sticker tem de estar totalmente plano. Se as pontas estiverem levantadas, a câmara pode falhar ou interpretar mal o ângulo. Pressionar bem (por exemplo, com a unha) para garantir aderência.
- Verificação táctil: Dar um toque no centro do tecido no bastidor. Deve soar a “baque” surdo, não a “ping” agudo. Apertar em excesso (efeito “pele de tambor”) distorce o fio do tecido e aumenta o risco de franzido ao retirar do bastidor.
- Confirmação do sistema: No ecrã, deve ver a indicação de reconhecimento/“bloqueio” (por exemplo, mira/cruz a fixar no sticker).



Dica prática de estúdio
O factor “arrasto por gravidade”: Numa toalha de mesa, o excesso de tecido pendurado cria uma força de arrasto para baixo. Isso pode ser suficiente para puxar o bastidor durante movimentos rápidos no eixo Y. Solução: apoiar o excesso de tecido na mesa, criando um “ninho” para que o peso não fique a “puxar” pelo bastidor. O bastidor não deve servir de pega para levantar o projecto.
Como redimensionar desenhos até 200%
No bordado tradicional, redimensionar mais de 20% costuma estragar o resultado: os pontos ficam demasiado afastados (falhas) ou demasiado comprimidos (áreas rígidas). O Upgrade Kit da Ellisimo usa um processador de pontos para recalcular a densidade com base no novo tamanho.
A Pam demonstra o redimensionamento de um motivo floral incorporado em Exclusives → Lace. O desenho passa de cerca de 3,23" x 3,39" para aproximadamente 6,46" x 6,78" — um aumento de 200%.


Passo a passo: seleccionar e redimensionar (como demonstrado)
- Navegar: Abrir a secção de bordado → Exclusives → Lace.
- Seleccionar: Ir para a página três (miniaturas grandes), escolher o desenho floral e tocar em Set.
- Editar: Abrir o menu de edição e seleccionar o ícone de Size (Tamanho).
- Executar: Usar as setas de redimensionamento para aumentar. Confirmar no contador de pontos (stitch count) que o valor sobe de forma significativa — sinal de que o recálculo está activo.
Resultado esperado
- No ecrã: O desenho cresce e ocupa mais área de trabalho.
- Qualidade do ponto: A densidade mantém-se coerente com o original. Os cetins não ficam com comprimentos perigosos e os enchimentos não ficam “ralos”.
Atenção: física vs. software
O software pode recalcular pontos, mas não altera as leis da física. Um desenho 200% maior coloca muito mais exigência no estabilizador.
- Efeito “cortador de bolachas”: Um desenho grande e denso pode “perfurar” um estabilizador fraco. Para este tipo de aumento, pode fazer sentido usar um estabilizador de corte (cut-away) ou um tear-away pesado com adesivo temporário — sempre validando em amostra.
- Esforço no bastidor: Desenhos maiores exigem que o bastidor mantenha tensão numa área mais ampla. Em bastidores plásticos standard, pode ser necessário apertar o parafuso com uma chave de fendas (com cuidado) para evitar que o tecido deslize para dentro à medida que os pontos se acumulam.
Se existe luta constante com deslizamento do tecido em repetições grandes, muitas vezes é uma limitação do sistema de fixação, não uma falha de técnica. É por isso que muitos profissionais procuram bastidores de bordado magnéticos: a pressão é mais uniforme ao longo do perímetro, ao contrário dos “pontos de aperto” típicos de bastidores com parafuso.
Criar desenhos personalizados: saltar cores e Monochrome
Muitas vezes, a sofisticação vem de retirar, não de acrescentar. Um enchimento denso e multicolor pode parecer um “emblema”. Um contorno leve, de uma só cor, pode parecer “renda” ou trabalho de herança. A Pam consegue isso ao editar os dados do desenho directamente na máquina.

Passo a passo: “abrir” o desenho e coser numa só cor
- Analisar blocos: Usar a navegação por pontos/blocos (avança por blocos de cor). Identificar o enchimento pesado de fundo (muitas vezes o primeiro bloco).
- Desactivar: Seleccionar esse bloco e premir Skip/Pause (Saltar/Pausa). O bloco fica a cinzento ou desaparece na pré-visualização.
- Unificar: Activar Monochrome para ignorar paragens de cor e coser tudo de forma contínua.
- Verificar: Confirmar no ecrã se o tempo total de costura diminui (menos trocas de linha e menos pontos densos).
Pontos de controlo
- Visual: A pré-visualização deve mostrar essencialmente contornos.
- Escolha de linha: Sem enchimento, a linha do contorno “carrega” o visual. Uma linha poliéster de alto brilho pode ajudar; em alguns casos, uma espessura ligeiramente maior (por exemplo, 30wt) dá mais presença.
Resultado esperado
- Caimento: O tecido mantém-se mais macio e flexível (importante numa toalha).
- Estética: O resultado aproxima-se de um “redwork/bluework” (contorno monocromático).

Dica prática: o efeito “telegraph” (marcação/franzido após lavagem)
Porquê saltar o enchimento? Em fibras naturais como algodão/linho, um enchimento denso cria rigidez. Após lavagem, o tecido pode encolher de forma diferente da linha, gerando franzido à volta das áreas densas. Um desenho de contorno acompanha melhor o movimento do tecido e ajuda a manter a peça mais plana.
Dominar a Border Frame para toalhas de mesa
A “Border Frame” (bastidor de borda contínua) é um acessório específico para prender tecido de forma rápida em repetições lineares. O fluxo é: Marcar → Prender → Coser → Deslizar → Repetir.
Parece simples, mas é aqui que muitos desistem: ligar o fim de um motivo ao início do seguinte exige precisão elevada, e repetir a fixação muitas vezes pode ser fisicamente exigente.


Preparar o trajecto da borda (como demonstrado)
- Linha guia: Com uma régua comprida, marcar uma linha de centro ao longo do percurso da borda.
- Escolha do marcador: Para testes rápidos, uma caneta de marcação que desaparece ao ar pode servir; para uma toalha inteira, a demonstração refere canetas solúveis em água ou ao ar — na prática, convém garantir que a marca não desaparece antes de concluir a borda.

Fluxo de costura e repetição (como demonstrado)
- Prender: Colocar tecido e estabilizador na Border Frame, alinhando a linha marcada com as referências do acessório.
- Confirmar: Posicionar a agulha ao longo da linha para verificar paralelismo (o objectivo é a agulha “seguir” a marca).
- Coser: Executar o ficheiro da borda.
- Âncora: No final, a máquina cose alguns pontos de alinhamento. Não os corte ainda.
- Deslizar: Soltar a Border Frame e deslizar o tecido para a próxima repetição.
- Re-alinhar: Usar a verificação de alinhamento em 9 pontos no ecrã para ajustar o início do desenho ao ponto de alinhamento anterior.
Resultado esperado
- Continuidade: A borda fica visualmente contínua.
- Linearidade: O desenho não “sobe e desce” em relação à bainha.
Árvore de decisão: escolher um método de fixação para bordas longas
Use esta lógica para perceber se as ferramentas actuais estão a prejudicar a qualidade.
- Teste do tecido: O tecido é espesso, muito texturado ou delicado (veludo, linho solto)?
- Sim: Fixações tradicionais podem deixar marcas do bastidor (fibras esmagadas). Ir para o passo 2.
- Não (algodão standard): A Border Frame pode funcionar bem.
- Teste de alinhamento: Ao deslizar e voltar a prender, o tecido desloca-se ou faz “bolha” quando fecha o mecanismo?
- Sim: É um problema de fricção/mecânica — está a lutar contra o sistema.
- Não: Pode continuar com as ferramentas standard.
- Solução: Se respondeu “Sim” a marcas do bastidor ou deslocamento:
- Nível 1: Usar película de protecção (“hoop guard”) ou uma camada extra de estabilizador para amortecer a pressão.
- Nível 2: Muitos profissionais mudam para bastidores de bordado magnéticos para baby lock. O fecho magnético desce verticalmente e reduz o efeito de “arrasto” que pode deslocar o tecido ao fechar anéis tradicionais.
- Nível 3 (produção): Em volume, a rapidez de bastidores de bordado magnéticos para babylock pode reduzir esforço repetitivo e tempo de re-montagem.
Atenção baseada em dúvidas comuns (sem identificação)
Na prática, é frequente surgir frustração com bastidores reposicionáveis volumosos que “saltam”/abrem sob tensão em projectos pesados, ou que exigem força para fechar. Quando a fixação obriga a apertos inconsistentes em cada repetição, a tensão varia e o alinhamento sofre. Um bastidor magnético tende a aplicar pressão mais constante, o que ajuda a estabilizar repetições longas.
Adicionar textura com Bobbin Work
O bobbin work inverte a lógica habitual: a linha “bonita” vai na bobina e trabalha-se com o avesso do tecido virado para cima. O desenho forma-se do lado oposto (que será o lado direito no final).

Passo a passo: preparação para bobbin work (como demonstrado)
- Troca de hardware: Retirar a caixa de bobina standard e instalar a Bobbin Work Case (frequentemente cinzenta), preparada para linha mais grossa.
- Enrolar: Enrolar a linha decorativa grossa na bobina com cuidado (manual ou a baixa velocidade). Evitar encher demasiado.
- Linha superior: Usar uma linha de bordado standard (ou monofilamento, conforme o efeito pretendido) na agulha.
- Inversão: Montar no bastidor com o estabilizador por cima (virado para si) e o lado direito do tecido virado para baixo.
Resultado esperado
- Textura: Efeito semelhante a cordão aplicado.
- Dimensão: Relevo visível que o bordado normal não consegue reproduzir da mesma forma.
Nota prática
O som como indicador: O bobbin work tende a soar mais “pesado”. Se ouvir estalos, atrito ou ruído de moagem, parar imediatamente — a linha grossa pode estar presa. A demonstração do vídeo mostra a capacidade, mas a velocidade ideal depende do conjunto e do material; reduzir a velocidade pode ajudar a estabilizar a formação do ponto.
Preparação
Antes de tocar no ecrã, preparar o posto de trabalho para que o posicionamento por câmara e as repetições de borda compensem. O vídeo mostra consumíveis-chave, mas são os itens “invisíveis” que evitam paragens a meio.
Se vai executar várias repetições de borda, a ergonomia conta: o tecido tem de deslizar sem puxar. Algumas pessoas recorrem a uma estação de colocação de bastidores de bordado para garantir que a primeira fixação fica perfeitamente esquadrada — e isso define o padrão para o resto do trabalho.
Consumíveis e verificações (não saltar)
- Agulha: Topstitch 90/14. Agulhas mais finas podem deflectir com mais facilidade em zonas com mais camadas e aumentam o risco de quebras.
- Adesivo: Spray adesivo temporário (ex.: 505) para ajudar a estabilizar quando necessário.
- Marcação: Caneta solúvel em água/ar (testar sempre numa amostra para confirmar remoção).
- Estabilizador: Para toalha de mesa, pode usar estabilizador solúvel em água (mais pesado) para um verso limpo, ou tear-away macio conforme o objectivo.
- Medição: Régua comprida e transparente.
Checklist de preparação (terminar aqui antes do Setup)
- [ ] Engomar: Tecido bem passado e plano; sem vincos na zona de bordado.
- Bancada: Mesa limpa e a suportar o peso total da toalha.
- Zona da bobina: Limpa de cotão (bobbin work é sensível a cotão).
- Agulha: Topstitch 90/14 nova instalada.
- Stickers: Perfect Positioning Stickers sem dobras.
- Linhas: Cor principal e linha grossa para bobbin work preparadas.
Setup
Aqui liga-se a configuração no ecrã à preparação física, para que o que a câmara “vê” corresponda ao que a máquina vai coser.
1) Carregar e editar o desenho
- Navegar para Exclusives → Lace e seleccionar o motivo.
- Redimensionar: Aumentar até 200% e confirmar que o número de pontos aumentou (recálculo activo).
- Editar: Seleccionar o primeiro bloco de cor → Skip/Pause. Activar Monochrome.
2) Montagem no bastidor/prender e preparar a digitalização
- Fazer a montagem no bastidor do “sanduíche” tecido/estabilizador. Garantir tensão firme sem distorcer o fio do tecido.
- Colocar o Perfect Positioning Sticker aproximadamente onde se pretende o centro.
- Digitalizar: Activar o Needle Cam e aguardar o reconhecimento.
3) Configuração da Border Frame (bordas contínuas)
- Traçar a linha de centro.
- Prender a primeira secção.
- Mover a agulha ao longo da linha para confirmar paralelismo.
Checklist de setup (terminar aqui antes da Operação)
- [ ] Desenho: Redimensionamento confirmado (verificar número de pontos). Monochrome activo.
- [ ] Posicionamento: Sticker bem colado e plano. Câmara reconhece.
- [ ] Trajecto: Agulha segue a linha marcada do topo ao fundo da Border Frame.
- [ ] Folgas: Sem tecido preso/amarrotado por baixo do bastidor (verificar o lado inferior).
Operação
Fluxo de costura baseado na análise do procedimento.
A) Coser o primeiro motivo com posicionamento confirmado pela câmara
- Premir “Start” (Iniciar).
- Verificação inicial: Observar os primeiros 3–5 pontos. Devem cair exactamente onde se espera em relação ao sticker.
- Conclusão: Deixar terminar. Cortar linhas de salto.
B) Adicionar um segundo motivo com Precise Touch Positioning
A Pam demonstra a colocação de um segundo motivo mais pequeno com o método de “arrastar e largar”.
- Seleccionar o desenho seguinte (por exemplo, uma flor mais pequena). Reduzir para 60%.
- Seleccionar Precise Touch Positioning. A máquina indica quando o tecido está pronto para ser digitalizado.
- Digitalizar: A câmara lê o tecido no bastidor e mostra a imagem no ecrã.
- Arrastar: Com a caneta (stylus), arrastar o desenho no ecrã até ficar alinhado com o motivo já bordado.
- Coser: Premir “Start” (Iniciar).
Porque isto importa: não depende de uma grelha teórica — depende do que está realmente no tecido.
C) Executar as repetições da borda contínua
- Coser o desenho da borda.
- Âncora: Confirmar os pontos de alinhamento no final.
- Deslizar: Soltar, mover o tecido e voltar a prender.
- Ajustar: Usar o Needle Cam e/ou as opções de alinhamento no ecrã para casar o início com a âncora anterior.
- Repetir: Continuar até completar o perímetro.
Checklist de operação (terminar aqui antes dos Controlos de Qualidade)
- [ ] Verificação: Primeiros pontos verificados em cada início relevante.
- [ ] Alinhamento: Repetições conferidas pela linha marcada, não apenas pela repetição anterior (evita o efeito “banana”).
- [ ] Gestão do tecido: Excesso de tecido sempre apoiado para evitar arrasto.
- [ ] Som: Funcionamento suave, sem cliques/ruídos de atrito (podem indicar deflexão da agulha ou tensão inadequada).
Controlos de Qualidade
Não esperar pelo fim — verificar continuamente.
Após o primeiro motivo
- Franzido: O tecido está plano à volta do bordado? Se houver franzido, reforçar estabilização e/ou melhorar a fixação.
- Densidade: Existem falhas em cetim? (redimensionamento excessivo pode expor limites do desenho).
Após as repetições da borda
- Rectidão: Estender a toalha e confirmar se a borda está direita.
- Junções: As ligações entre repetições são visíveis? Idealmente, devem “desaparecer”.
Após o bobbin work
- Fixação: As laçadas estão firmes ou ficam soltas e propensas a prender? Se estiverem soltas, ajustar a tensão conforme necessário e limpar a zona da bobina.
Resolução de problemas
Lógica estruturada para quando algo falha. Seguir a “Causa provável” por ordem.
| Sintoma | Causa provável | Solução rápida | Prevenção |
|---|---|---|---|
| Posicionamento do desenho “fora do sítio” | 1. Sticker não estava plano.<br>2. Tecido deslocou-se após a digitalização. | Cancelar. Alisar o sticker. Voltar a digitalizar. | Apoiar o peso do tecido na mesa. Garantir fixação consistente. |
| Borda a “derivar” (efeito banana) | 1. Usar a repetição anterior como única referência.<br>2. Linha de centro mal marcada. | Parar. Voltar a marcar com régua. Alinhar pela LINHA, não só pelo ponto anterior. | Marcar uma linha longa e consistente antes de iniciar. |
| Marcas do bastidor / fibras esmagadas | 1. Pressão excessiva.<br>2. Tecido delicado. | Vaporizar (sem pressionar com ferro) para levantar fibras; lavar se aplicável. | Mudar para bastidor de bordado reposicionável ou bastidores magnéticos com pressão plana. |
| Linha da bobina a aparecer em cima | 1. Tensão superior demasiado alta.<br>2. Cotão na caixa/zona da bobina. | Limpar a zona da bobina. Reduzir tensão superior. | Limpeza regular e verificação antes de bobbin work. |
| Dor/fadiga no pulso | 1. Força repetitiva ao prender/soltar.<br>2. Ergonomia fraca. | Pausas e melhor apoio do tecido. | Considerar bastidores de bordado magnéticos para babylock para reduzir esforço de fecho. |
Resultados
Ao seguir rigorosamente a sequência — Preparação → Digitalizar → Verificar → Coser — remove-se a variável “sorte” do bordado. As funções do upgrade (recálculo de pontos e Needle Cam) dão precisão digital, mas é o fluxo físico que garante que essa precisão chega ao tecido.
A qualidade final da toalha é definida pelo elo mais fraco do processo. Se o desenho está perfeito mas a fixação é inconsistente por fadiga ou por ferramentas inadequadas, o resultado sofre. Para consistência em produção, avaliar soluções como uma estação de colocação de bastidores magnética ou garantir bastidores magnéticos adequados pode ser o ponto de viragem para executar projectos grandes e multi-repetição com mais controlo.
